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O cigarro eletrônico é um verdadeiro vilão?

Por que os dispositivos eletrônicos para fumar não são seguros, apesar da aparência inofensiva.

Muito popular sobretudo entre os mais jovens, o cigarro eletrônico, ou dispositivo eletrônico para fumar, é divulgado como algo moderno e descolado. Por isso é tão necessário retomar a conversa sobre o tabagismo: os problemas ligados ao uso desses aparelhos estão crescendo.

Criados em 2003, os cigarros eletrônicos ficaram cada vez mais populares. Com aparência moderna e uma infinidade de sabores e aromas, passam a ideia de serem inofensivos. É fácil encontrar fotos e vídeos de pessoas usando o dispositivo nas redes sociais como algo atraente ou sofisticado.

O que muita gente não sabe é que esses dispositivos fazem mal à saúde. No Brasil, a Anvisa proíbe a venda, a importação e a propaganda de cigarros eletrônicos desde 2009, e manteve a proibição em 2024.

Não são seguros

A composição do líquido nem sempre é declarada, mas a nicotina e outras substâncias tóxicas estão presentes e fazem mal, sobretudo ao sistema respiratório. Em 2019, nos Estados Unidos, houve um surto de uma doença pulmonar grave entre jovens, que podia evoluir para insuficiência respiratória aguda e estava ligada ao uso de cigarros eletrônicos.

Também não há comprovação científica de que o cigarro eletrônico seja eficaz para parar de fumar. Ele pode, inclusive, levar a pessoa a usar os dois produtos ao mesmo tempo, quando a ideia inicial era diminuir.

Além disso, muitos jovens que nunca fumaram estão experimentando o cigarro eletrônico e se tornando usuários frequentes. Essa iniciação precoce pode ser uma porta de entrada para o cigarro convencional.

Como funciona

O cigarro eletrônico tem três partes: a bateria, o atomizador e o cartucho com o líquido. A bateria aquece o líquido e o transforma em vapor.

Como não há queima do tabaco, o vapor não tem o monóxido de carbono nem o alcatrão do cigarro tradicional. A ausência dessas substâncias reforça a ideia de que ele é seguro. Mas há outras substâncias tóxicas e uma alta concentração de nicotina, e por isso o cigarro eletrônico faz mal. Como o produto não é regulamentado, também não se sabe ao certo o que está sendo inalado.

Este texto é informativo e não substitui a consulta médica.

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